O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO LÍDER DE PRODUTIVIDADE AGROPECUÁRIA MUNDIAL

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O setor do agronegócio tem buscado nos últimos 50 anos produzir mais com menos. O produtor rural está sempre atrás das tecnologias mais modernas, visando produzir de maneira sustentável, gerando renda, empregos e fazendo a roda da economia girar. Entretanto, temos nos preocupado muito pouco em construir a imagem do agronegócio. Temos muitas realizações positivas para mostrar ao mundo, mas a imagem construída no Brasil e exterior é negativa.

Oportunidades para o Brasil no comércio mundial

Números mostram justamente o contrário, que o setor é atualmente a maior escada social existente no país. Em 20 anos, o Brasil saltou de US$ 25 bilhões (R$ 123,5 bilhões) para US$ 160 bilhões (R$ 790,4 bilhões) vendidos ao mundo, ou seja, US$ 160 bilhões entrando em nosso país e levando desenvolvimento a cidades, trazendo oportunidades e qualidade de vida para todos, nos municípios onde o agro se instala. O IDH (índice de desenvolvimento humano) já é mais elevado do que os estados onde estão localizados. A remuneração paga no setor do agronegócio é mais alta quando comparada a outros setores, e também tem aumentado a formalização, o nível educacional e a profissionalização de mulheres.

O agro emprega 27% da população ocupada no Brasil, ou 28,5 milhões de pessoas. 33% de toda vegetação nativa do país está dentro de fazendas, sendo preservada por produtores rurais. O Brasil é líder mundial do plantio direto e uso de bioinsumos. O país produz de duas a três safras na mesma área, sendo um dos maiores produtores mundiais de soja, carnes, algodão, milho, café, açúcar, celulose, fumo e suco de laranja. Isto em 30% do território nacional que, por fim, responde por 24% do PIB nacional.

O agronegócio brasileiro continuou atuando como motor da economia em 2023 e puxou o crescimento da economia no país. O setor cresceu 15% no ano passado, um valor de produção de quase R$ 678 bilhões. Dentre as atividades econômicas, o agro apresentou a maior alta, o que teve reflexos diretos no PIB do país, que subiu 2,9% em relação ao ano anterior. O resultado foi de R$ 10,9 trilhões. As informações são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou os dados no dia 1º de março.

O crescimento anual do setor agropecuário foi o maior da série histórica, com destaque para o aumento da produção combinado a ganhos de produtividade, ou seja, eficiência. E aqui vale um destaque: pesquisa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revelou que o Brasil liderou a produtividade agropecuária mundial entre 187 países, de 2000 a 2019.

O relatório do IBGE indicou ainda que mesmo com as dificuldades climáticas e o achatamento dos preços das commodities, várias culturas registraram crescimento de produção em 2023, com destaques para soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café, ainda contando com uma contribuição positiva da pecuária. O setor de serviços e a indústria, por exemplo, registraram alta de 2,4% e 1,6% respectivamente.

Sob a ótica da demanda, o crescimento foi puxado pelo consumo das famílias, turbinado pelos auxílios governamentais, consumo do governo e exportações. Uma pequena queda nas importações também contribuiu para o resultado. Na comparação entre o terceiro e quartos semestres, o PIB brasileiro manteve-se estável. No comparativo do quarto trimestre de 2023 com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,1%.

Fontes: https://forbes.com.br/forbesagro/2024/03/a-hora-da-comunicacao-do-agro-e-agora/

https://forbes.com.br/forbesagro/2024/03/lygia-pimentel-agronegocio-apresenta-novamente-maior-crescimento-entre-os-setores-economicos/

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